José Joaquim nasceu com a vocação para a Medicina. Militar, médico, homem de fibra e coragem, louvado pela sua participação na Grande Guerra, foi prisioneiro dos alemães e sobrevivente a esse grande conflito, que marcou toda a sua geração.

Mais um Call for Papers dedicado à História do Século XX, para futuro encontro académico organizado pela FCSH - UNL e que possui excelente potencial para todos os que investiguem a cronologia da Primeira Guerra Mundial. Desta vez noticiamos o evento «Prisioners of War in the Twentieth Century - Actors, Concepts, and Changes», que decorerrá em 24/25 de Novembro de 2014 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

António José Nunes de Carvalho foi soldado da Grande Guerra e sobreviveu ao fatídico 9 de Abril de 1918, quando foi gaseado e feito prisioneiro. Devido à sua participação no conflito sofreu sempre de problemas se saúde, que jamais o deixaram esquecer as agruras que viveu na guerra.

Max Corsepius foi preso em 1916 na Ilha Terceira por ser cidadão alemão. A guerra levou um funcionário da DAT à privação da liberdade mas igualmente ao contacto com duas mulheres, duas amigas e correspondentes, vindo a casar com uma delas, anos mais tarde. Estes postais recriam essas relações e recordam os prisioneiros alemães em Portugal no contexto de guerra.

AZEVEDO, Carlos Olavo Correia de

Carlos Correia de Azevedo foi secretário-geral do Governo Civil de Lisboa e do Tribunal Arbitral das Associações de Socorros Mútuos de Lisboa, tendo combatido na Flandres, onde foi feito prisioneiro.

Presos em Breesen in Mecklembourg em 1918, estes oficiais portugueses são fotografados durante a sua actividade diária de lavar pratos e talheres usados nas refeições junto de um lavatória de madeira improvisado.

Oficiais portugueses fotografados durante um momento em que convivem, apesar de se encontrarem detidos num campo de prisioneiros na Alemanha.